terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 12 de outubro de 2010
cinzas de outrora
Caminho sobre o pó desta estrada vazia, sobre as cinzas de um passado, do nosso passado. Agora já não são nada, não passam de cinzas, de pó que desaparece ao pouco enquanto avanço. Tenho vontade de pegar em cada uma delas e, independentemente do tempo que levasse, reconstruir tudo o que um dia foram, dar-lhes vida novamente. Tento apanhá-las mas parece que fogem de mim e, quando consigo finalmente, o teu vento vem e deita-as de novo ao chão, deitando a baixo todas as expectativas. Continuo a caminhar sobre delas, pisando-as, tentando ignorar o que foram no passado, tentando ignorar que estas cinzas foram outrora a minha felicidade, a felicidade que tu queimaste.
agora? agora não passam de velhas cinzas, apenas isso.
sábado, 4 de setembro de 2010
o amor também envelhece.
Eles já não se amam. Provavelmente nunca se amaram. Outrora sentiram-se bem na presença um do outro, sentiram compreensão e carinho, ouviam enquanto se aproximavam cada vez mais, trocavam carícias e iludiram-se pensando que era amor. E quando se fala de amor tudo surge tão mais rapidamente, tão subitamente. É como se houvesse uma lista de tarefas a cumprir ou de fases a ultrapassar. Conheces, começas a falar e a falar sem nunca te cansares, ris e sentes-te bem a seu lado, então experimenta-se a intimidade e tudo se torna ainda mais próximo, depois dás-lhe o nome de namoro e, sem te aperceberes, é aí que estragas tudo. Por vezes, até chegas ao casamento. O facto de assumires algo sério muda-te radicalmente, infelizmente, na maioria dos casos para pior. E então perguntas: podemos voltar ao que éramos? Eu amo-te. Amas? O que sabes tu sobre amor? Porque julgas que o que sentes é amor? Podias ter-lhe dado uma infinidade de nomes, mas escolhes logo o mais complexo e incompreensível de todos. Porquê? Sinceramente, foi porque seguiste o estereótipo a que te habituaste. Sim, é isso que o amor é. Cresces e tudo à tua volta é baseado no amor, então quando sentes algo mais profundo e intimo denomina-lo de “amor”. Assim sendo, segues então todas as etapas a que te habituaram e, a cada etapa da relação tudo se torna mais frio e distante, tudo se estraga a uma velocidade estonteante. O amor é uma fruta que amadurece de pressa demais, ou simplesmente foste tu que não soubeste cuidá-la correctamente, estragaste-a assim que a apanhaste, antecipaste-te.
Com as tuas precipitações e elevadas expectativas acabas arruinando tudo. Os teus erros são culpa do teu entusiasmo, não tua. Contudo, nem te apercebes que no futuro as consequências dos teus actos abrangem muito mais do que esperavas. E é assim, já não o amas e ele não te ama. Acostumaram-se com a presença um do outro, até porque chega a ser vantajoso, facilitas-lhe a vida e ele a tua. Ah, não te esqueças estava a falar fisicamente. Sentimentalmente? Já não lhe dizes nada nem ele a ti, até podes iludir-te que sim, mas acorda amor, já não. Então e as palavras bonitas do inicio? E os abraços apertados que te aqueciam as noites frias? E as surpresas a cada dia? Os beijos apaixonados e quentes? Todas as vezes que te tirou o fôlego? E as lágrimas de felicidade? E os planos para o futuro? Então e as confidências que trocaram? O apoio que recebeste e retribuíste? Sem esquecer, claro, aquelas brincadeiras e brigas que tinham. E as noites gastas a falarem enquanto soltavam risadas pelo meio, e por vezes até pequenas lágrimas? Ah sim, tudo desapareceu, foi levado pela chuva naquela noite fria de inverno onde sentiste pela última vez o seu “amor” por ti, ou talvez a última noite em que julgavas sentir esse amor também.
Diz-me tu. O que têm agora? A companhia um do outro, claramente. Acostumaste-te a sua presença não foi? A ouvir o seu cansaço após chegar a casa, a ouvir as suas pequenas reclamações e a tentares recompensá-lo pelo seu dia. Depois habituaste-te aos teus e aos seus gritos a todos os momentos. Os risos passaram a berros de revolta e fúria. Ainda choras por vocês? Pouco? Raramente? Só quando ele não vê? Porquê? Ah, não podes dar parte fraca nem mostrar que ainda te importas. Importas? Será? Ou às vezes choras para que veja, como que uma tentativa de conseguires de novo que se preocupe contigo. Então e aquelas qualidades todas que lhe atribuías? Porque é que agora lhe apontas tantos defeitos, tantos erros? Julgas tudo o que faz, como se tivesses feito tudo perfeito. O que ainda há entre vocês? Ouvi dizer que com o tempo aparece o companheirismo e tudo isso a que chamam aquilo em que o vosso amor se transformou. Mas, acontece que ele não se transformou, não desapareceu, simplesmente nunca existiu. Ups, ilusão. E companheirismo? Bem, se denominas as discussões diárias, a falta do mínimo carinho, a brutalidade da vossa relação, o nojo e raiva que se sentem quando se olham e o egoísmo de cada um de companheirismo, então sim é isso que têm. Sexo? É isso que ainda existe? Quer dizer, eu não lhe chamaria propriamente sexo, visto não existir grande atracção ou prazer entre ambos, mas pronto.
Acorda. Já não se amam. Habituaram-se um ao outro e aceitaram as discussões, contentaram-se com o facto de tudo estar sempre mal. E caso se deixassem, sabes do que irias sentir falta? Das discussões, de dizeres que não percebes porque ainda estão juntos e que todas as suas atitudes te enojam, de dizeres que fazes de tudo para o seu bem e não recebes nada em troca, quando na verdade também não lhe dás nada de bom. Espera, ou talvez dês, mas acontece que já é tanto tempo que esse “bom” já não tem o mesmo significado de antigamente. É disso que sentes falta, porque é isso que te preenche os dias, é nisso que a tua vida se tornou, encheste-a de uma relação problemática, encheste-te de problemas e aceitaste isso como a tua vida. Foste tu que escolheste isso para ti, é tarde para reclamações agora. É essa a tua rotina. Mas… já ouviste em mudar de rotina? Dizem que faz bem, renova a pessoa, traz-lhe mais alegria. Pensa nisso. Ah, perdoa-me. Esqueci-me de que criticas os velhos por estarem presos ao seu antigamente e não aceitarem a mudança e inovação, no entanto tu prendeste-te à tua própria rotina e não tentas melhorá-la. Bem, dos teus problemas tratas tu. Mas não os deixes passar para os outros, faz-me o favor. Prende-os convosco e deixa o resto viver na paz e felicidade que buscam para as suas vidas. Se não querem cometer os mesmos erros que tu, não os obrigues a viver os teus.
Os teus planos apressados para o futuro, os objectivos falhados devido as tuas escolhas erradas, envelheceram-te. O amor também envelhece. E, o teu envelheceu contigo. Da próxima vez não te iludes tão rapidamente. Espera, mas tu já não tens tempo para uma próxima vez! Ah. Perdoa-me a ironia.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
chave
Embora estejas constantemente a tentar evitá-lo, acredito convictamente que existem dias em que ao acordar recebemos a chave para abrir todas as correntes a que estamos presos. Alguns de nós sabem pegar na chave e arriscar, experimentar cada cadeado até encontrar aquele que nos liberte; outros limitam-se a ignorar que a receberam e continuam aprisionados nos seus medos e dúvidas; aprisionados no medo de tocar a dor da verdade. E enquanto esses se escondem por detrás de mentiras tentando evitar a dor, os outros depois de uma dura e demorada procura encontram por fim a felicidade na verdade, ainda que pisados, marcados e feridos, com sede e saudade, mas sem mais dúvidas, sem mais medos. É essa a diferença entre nós. Eu arrisco e magoou-me na verdade, tu proteges-te com a mentira. Porém sabemos quem deitou a chave fora, e esse peso serás sempre tu a carregar.
Hoje recebi uma chave diferente, creio que todos os dias recebo uma, infelizmente, nem todos os dias consigo abrir o cadeado a tempo.
Hoje consegui. Não é fácil, são tantas correntes entrelaçadas em mentiras que me sufocam mas, não desisto de chegar ao que é certo. Quando o desejo de liberdade é verdadeiro então nada nem ninguém pode travar a batalha em sua procura. Hoje abri mais um, abri-o só para mim, só para respirar mais um pouco de ar puro, lentamente. E assim, aproximando-me mais do dia em que vou finalmente livrar-me de todas as correntes, de todo o pó sujo que atiras sobre mim.
Hoje consegui. Não é fácil, são tantas correntes entrelaçadas em mentiras que me sufocam mas, não desisto de chegar ao que é certo. Quando o desejo de liberdade é verdadeiro então nada nem ninguém pode travar a batalha em sua procura. Hoje abri mais um, abri-o só para mim, só para respirar mais um pouco de ar puro, lentamente. E assim, aproximando-me mais do dia em que vou finalmente livrar-me de todas as correntes, de todo o pó sujo que atiras sobre mim.
Sabes, o meu desejo era jogar fora todas as correntes de uma vez, partir todos os cadeados e correr sem mais metas, sem mais contradições e mostrar a todos que consegui, que apesar de toda a tua luta desonesta com o objectivo de me sufocar eu libertei-me e posso correr sabendo que mesmo que me tentes fazer tropeçar eu não volto a cair. Tento a cada dia convencer-me que tudo é uma questão de tempo. A calma e paciência têm feito parte da minha vida nestes momentos. Acontece que o desgaste já é demasiado e o desejo de por fim sair deste labirinto de mentira torna-se cada vez maior e mais difícil de suportar.
Sim, devo confessar que há dias em que caiu e sinto-me demasiado fraca para continuar. Felizmente, são momentos que consigo superar. Tudo depende de mim, da força que tiver, dos objectivos e ambição. E garanto-te que podes tentar tirar tudo, mas nada disso vai contigo. E ainda que sozinha, vou ter sempre comigo a verdade. Então cada lágrima que (ainda) possa cair e só um descanso para recuperar forças e chegar até ti com tudo. O passado? Não lamento, não relembro. O caminho pode ser longo, mas meu amor, eu sobrevivo. E sabes qual foi o teu erro? Quando tomaste a decisão de tentar tudo contra mim, não te lembraste de quem conheceste, não te lembraste que só pode algo contra mim quem eu deixo. Em relação a ti? Não vou deixar, nunca.
Eu sou feliz, e tu? Espera, responde-me apenas quando estiveres a sufocar no teu mar de mentiras, é que caso não saibas eu sei nadar, não me vou afogar contigo. Vou recomeçar tudo o que quiseste destruir e a razão serei apenas eu. A chave fui sempre eu.
Até lá então.
domingo, 1 de agosto de 2010
mantém-te original
um dia, o mais provável é tornares-te um chato, deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. nesse dia, vais começar a vestir cinzento e bege, pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó. vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente. vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias. nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento. é oficial. vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então. vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um quantos-queres ou um barco de papel. vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto. vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque 'vai-se andando' e a vida é mesmo assim. vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha. vais ser mais triste. nesse dia o mais provável é que também deixes de beber refrigerantes. aqui fica uma ideia: quando esse dia chegar, não lhe fales.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
blame it on me.
Oh no, gone forever... Can't be without you, I'm sorry that I faild you. Anything you want you can blame it on me. Didn't mean to hurt you, was meant to protect you. That's why I haffi say you can blame it on me. Never really thought I'd miss you so much, now I miss your voice and baby I miss your touch. A you me did a prefer, lost you forever, and you can blame it on me.
He tell me he me nah go miss his cause me never really had him
A lie that me can't live without him.
And I'm out everynight because me know before 6 o'clock me nah go sleep
Through how me thinking about him
So please be, please be still in love with me,
Cause I can't see no other future for me.
So why have I been suffering for so long,
Been a while since I knew something was wrong.
Now you left me with nothing to hold on,
And now my baby he's gone but...
The other day he tell me seh he love me,
The next day he get up and left me.
I don't know what he want, but I nah stop chant, cause I just can't be without you.
Oh no, gone forever (...)
He tell me he me nah go miss his cause me never really had him
A lie that me can't live without him.
And I'm out everynight because me know before 6 o'clock me nah go sleep
Through how me thinking about him
So please be, please be still in love with me,
Cause I can't see no other future for me.
So why have I been suffering for so long,
Been a while since I knew something was wrong.
Now you left me with nothing to hold on,
And now my baby he's gone but...
The other day he tell me seh he love me,
The next day he get up and left me.
I don't know what he want, but I nah stop chant, cause I just can't be without you.
Oh no, gone forever (...)
quinta-feira, 15 de julho de 2010
¿outravez?
(...) Então aí percebo que tudo não passou de um mero sonho entre tantos outros. Agora sei, foi apenas uma nova história… Aliás, é sempre desta forma.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Goodbye my lover; Goodbye my friend (...)
Did I disappoint you or let you down? Should I be feeling guilty or let the judges frown?
'Cause I saw the end before we'd begun, yes I saw you were blinded and I knew I had won. (...)
and may be over but it won't stop there, I am here for you if you'd only care.touched my heart you touched my soul. you changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when, my heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head. Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell. I've been addicted to you.
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one for me.
I am a dreamer but when I wake, you can't break my spirit - it's my dreams you take.
and as move you on, remember me, remember us and all we used to be
I've seen you cry, I've seen you smile. I've watched you sleeping for a while (...)
I'd spend a lifetime with you. I know your fears and you know mine.
We've had our doubts but now we're fine, And I love you, I swear that's true.
I cannot live without you.
I cannot live without you.
And I still hold your hand in mine. in mine when I'm asleep.
And I will bear my soul in time, when I'm kneeling at your feet.
I'm so hollow.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Tentamos...Ou não
Tentamos sempre (ou quase sempre) fazer o melhor, dar o melhor possível e até chegamos a pisar o impossível. Mas as curvas do caminho são certas e, por mais que pensemos conhecer o caminho, este muda bem diante dos nossos olhos. Perante tal mudança a verdade que conhecíamos até ao momento destrói-se. Tudo se desmorona e acabamos por cair. Se tivermos sorte poderemos apenas sofrer alguns arranhões, que escondidos acabam por sarar. Porém algumas feridas são bem profundas, e há que respirar e deixar o que o tempo as diminua até ficar apenas uma cicatriz, essa que será uma lembrança eterna.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
no mistakes
Não existem erros. Há aquilo que se faz e aquilo que não se faz. Não foi um erro, nem sequer chegou a ser uma escolha.
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